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Janeiro Branco



As campanhas de Saúde associadas à cores têm ganhado enorme espaço na mídia e em redes sociais, como por exemplo, “Setembro Amarelo e a prevenção ao Suicídio”, “Outubro Rosa e a prevenção do câncer de mama, colo e útero”, “Novembro Azul e a conscientização sobre a Saúde do homem”. Tais movimentos são de grande importância, não só pelo fato de difundirem informações, que antes passavam despercebidas, como reforçam a conscientização do público-alvo, quebram tabus e paradigmas e pressionam instâncias superiores e governamentais a investirem em políticas públicas referentes à Saúde.


Com o advento da pandemia, que se iniciou no ano passado e que se arrasta até os dias atuais, não há mês mais propício para abordar a Saúde Mental das pessoas.

Na cultura popular, a comemoração durante a virada do ano, do francês Réveillon (véspera de ano novo), nos traz a ideia de um novo ano com mais esperanças e com mudanças.

Diante disso, o Janeiro Branco é uma campanha que convida as pessoas a refletirem sobre a Saúde Mental, para fins de conscientização e consequentemente prevenção e tratamento das doenças mentais, o que gera forte impacto na qualidade de vida da sociedade.


Segundo o site da campanha: www.janeirobranco.com.br, “...no primeiro mês do ano, em termos simbólicos e culturais, as pessoas estão mais propensas a pensarem em suas vidas, em suas relações sociais, em suas condições de existência, em suas emoções e em seus sentidos existenciais, como em uma ‘folha ou em uma tela em branco para as pessoas reescreverem sua vida.’ “.


Além disso, a campanha promove palestras, workshops, oficinas, rodas de conversas (inclusive de forma online para não promover aglomerações) e incentiva as políticas públicas voltadas para a promoção da Saúde Mental nas sociedades.

É sabido que durante a pandemia houve aumento da prevalência de transtornos mentais e transtornos associados ao uso de substâncias durante o período de pandemia.

Segundo dados da Fiocruz e BARROS MBA (2020), em uma pesquisa envolvendo adultos e idosos, 40% dos indivíduos se queixaram frequentemente tristes ou deprimidos, e 50% ansiosos ou nervosos. Além disso, 44% relataram início de problemas de sono, 50% com problemas de sono preexistente agravado. Tristeza, nervosismo frequente e alterações do sono estiveram mais presentes entre pessoas hígidas e com diagnóstico de depressão.

Entre os mais jovens e universitários, houve aumento em 3 a 4 vezes da prevalência de depressão, ansiedade e estresse, segundo estudo português (MAIA BR, 2020).

Ainda na mesma pesquisa envolvendo Fiocruz, UFMG e UNICAMP (Convid, 2020), que avaliou amostra com 44 mil pessoas, 18% dos indivíduos relataram aumento do consumo de álcool, por se sentirem tristes ou deprimidos.


Já no estudo da Universidade do Mato Grosso do Sul (Covidpsiq, 2020), 30% da população em lockdown aumentou o consumo de álcool e outras drogas.

Em vista disso, a campanha do Janeiro Branco é imprescindível, tanto pelo fato das ações de divulgação, conscientização e promoção de Saúde, quanto pela atual situação em que se encontra a população em meio à pandemia, uma vez que estamos frente a uma situação de estresse constante, sem previsão de término e que incide diretamente na gênese de transtornos mentais.


Dr. Matheus Cheibub David Marin

Psiquiatra e assistente do Grupo de Estudos sobre Álcool e outras Drogas - GREA - IPq/FMUSP

Psiquiatra Assistente Técnico da Política Municipal de Álcool e Drogas da Prefeitura Municipal de São Paulo-SP (Programa Redenção)

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